A pátria a flor da pele – reloaded

(the sun is the same, in the relative way/Gravataí 10 graus com sol) Esse post publiquei no outro blog há quatro anos. Brasil já tinha levado os 7×1, Copa tinha terminado e nada era festa, sobraram apenas obras inacabadas, que seguem ainda sendo feitas, e a conta pro povo pagar. E assim como naquele ano, era a vez de escolher um novo presidente.

Post originalmente publicado em 13 de julho de 2014.

Nelson Rodrigues criou uma expressão “complexo de viralata” para a derrota de 1950 do Brasil frente ao Uruguai no Maracanã. Entre 1958 e 1970 esse complexo foi totalmente expurgado. Em quatro mundiais três títulos para o futebol arte. Quase como aconteceu entre 1994 e 2002. Sim o Brasil poderia ter vencido a França em 1998 e seria ainda melhor em aproveitamento que a geração do rei, Pelé.

Segundo Nelsão, o brasileiro não tinha auto-estima. Não havia motivo de orgulho, até aquele momento do Maracanazo. E a melhor frase de sobre o assunto é “o brasileiro é um narciso ás avessas que cospe na própria imagem”. Grande verdade. Quando o Brasil, Felipão, Neymar, Fred e Cia Ltda, venceu a Espanha tudo era lindo. Quando levou 10 de Alemanha e Holanda tudo virou bosta. De Midas a Merdas.

Será?

Entre 70 e 94 foram 24 anos, talvez agora sejam mais 24, e apenas em 2026 veremos o Brasil campeão mundial de futebol novamente.

Sinceramente não importa muito. Coloquei bandeirinha no carro, na mesa de trabalho, decorei o blog com uma fotinho da bandeira, torci, vibrei e sofri, larguei de mão nos 7 x 1, quando estava três pra Alemanha. Eu e meu complexo de viralata.

É bom ver que com organização tudo é possível. Somos extremamente organizados para superfaturar obras. Nada deu muito errado, dentro dos estádios, que é onde a Fifa mandava. Ali dentro tudo era dela. A piada era “Fifa para presidente!!!”. Alias, piada foi o que não faltou.

De qualquer forma, com ou sem Copa, é esse ano que o Brasil decide quem vai roubar, opsss (governar) o país pelos próximos quatro anos, até a Copa da Rússia. Porque infelizmente é assim, de quatro em quatro anos muda o ladrão e a seleção.

Quando for votar, sendo pró ou contra a Copa, lembre-se que nós é que fomos atrás dela, através do poder dado ao presidente para negociar o que é melhor ou pior para nosso “querido e amado” país.

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