AnusNovus 2018 – Entrevista com Motorista

(Driver… Follow that car… ando só…/São Paulo 23 graus) Nas últimas duas ou três vezes que estive em São Paulo andei bastante de Uber. Em abril acho, agosto e em outubro, quando fomos até Campinas. Agora estamos aqui em viagem familiar e fomos até a 25 de março muambar, de Uber.

Pra você tirar o carro da garagem e ir até um local como esse, aqui em SP, você não gasta menos que 50 reais. Só de estacionamento vai uns 30 contos. Sem falar no medo de voltar e não encontrar algo no seu carro, ou até mesmo não encontro o próprio carro.

Assim compartilhando o carro gastamos 40 e poucos, e não nos preocupamos com nada além de ir e voltar, sem estresse de trânsito, nem nada.

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Entrevista

Acho que é por causa dos filmes, não sei, mas gosto de conversar com motoristas de Taxi. É legal. O meu lado psicólogo entra em ação. Quando fiz meu teste vocacional, quando tinha meus 18 anos, deu Psicologia. Vívian que nunca havia andado comigo de Taxi não sabia desse meu lado. Foi uma surpresa.

Acho que se eu fosse o motorista não falaria nada. Porque cabe ao usuário achar se deve ou não falar algo. Mas me parece falta de educação entrar no carro de alguém, mesmo que pagando, e não falar nada. Saca? Meus anos e anos de timidez se acabam.

Dia desses acabei com a Brasawhite numa plataforma, levada até o Márcio (Mestre Márcio), comecei a conversar com o motóra, mas acabei escutando bem mais que ouvindo.

Eu curto muito histórias, de cada uma dessas pequenas viagens eu levei algo. As entrevistas nunca serão publicadas, provavelmente serão esquecidas, mas acho tri saber da vida dos outros sem compromissos.

Histórias

E são ótimos roteiros esses do Uber, porque não precisa muito pra dirigir a partir do aplicativo. O que me parece meio estranho. Qualquer dia desses eu faço o programa pra ver se seria aceito pra prestar o serviço, mas vejam só:

  • tem a história do aposentado que ao ver a filha retornar para casa, com um neto depois de um casamento encerrado, teve que ganhar mais uma grana pra complementar o orçamento;
  • o mestre de obras, do Maranhão, 30 anos longe do estado natal, que começou a levar e trazer gente no seu carro com a baixa na construção;
  • e não menos importante o motorista que estava prestes a se aposentar e queria ver se era uma boa dirigir para o Uber e complementar os rendimentos.

Eu nunca vou deixar de ter carro pra compartilhar um com alguém. Não compartilho nem com a minha mulher o meu, imagine com pessoas que eu nem conheço. Mas dirigir pra outros não é nada de anormal. Andar com outras pessoas é algo que meu lado Freud curte muito. Viva o Uber.

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