(eu tenho fé na força do silêncio/Gravataí 30 graus e subindo)
Dizem que se você quer fazer algo, pra dar certo, faça muito e fale pouco. Quanto menos externar ideias mais concretas elas serão. Não sei, depende mais de você do que do espírito de porco pra quem vai contar. De toda forma tenho algumas metas para 2026 e porque não dizer até 2030?
Um grande projeto, médio ou pequeno, dependerá sempre de pequenas etapas. Não é “vou subir o Aconcágua” e feito. São pequenas partes que juntas formarão o todo, pequenos projetos. Que papo mais Coach Fabiano. Verdade, parece bastante com auto ajuda, e é. Chame do jeito que quiser. A pior parte é sempre o dinheiro. Sonhar, imaginar, planejar é sempre fácil. Mal ou bem você consegue. Pagar é mais complexo.
Vamos lá.

Motor do Renato
Começou em 2025, final do ano, desmontando tudo, tirando o motor do carro e eu havia acabado de instalar a carburação dupla. Foto acima do dia que terminei. O carro ficou muito com a dupla. Resolvi dar continuidade a reforma do coração da máquina. Foi a primeira vez que tirei sozinho um motor de um carro. Horas e horas, por dias, pensando no que fazer, pra não ter imprevisto algum. Deu muito certo. Tirar foi a parte mais simples, até porque no Gol tem muito espaço e o motor sem as tralhas que o envolvem é bem pequeno e baixo.
Estava desde fevereiro de 2025 comprando peças e elas não terminavam nunca. A complicação aí vem de um fato: não dá pra colocar uma peça velha do lado de algo novo. E por vezes é mais fácil comprar algo novo do que tentar limpar uma peça que está literalmente apodrecendo desde 1983.
A lista que eu achava ser viável se tornou no mínimo 50% maior. Faz sentido gastar 40 reais em lixa e tinta visando reformar uma peça que você compra igual por 90 reais NOVA? Sem contar o tempo gasto com isso. Alguns itens precisei comprar novos, sem reforma, não tem o que fazer e outras que simplesmente não existem para reposição. Lidar com um carro de 43 anos nos leva por esses caminhos. Foto abaixo o motor fora depois de retirado, já sem os cabeçotes, apenas o bloco com os pistões e camisas, volante e polia do virabrequim.

Por conta desses custos extras o motor ainda não está no carro e alguns detalhes que eu queria vão ficar pro futuro. Mais pra frente eu detalho mais o que foi trocado, comprado novo, os upgrades e configurações. Duas coisas que queria muito: uma revisão na caixa de marchas por exemplo e uma surdina que ajude a expelir os gases de forma mais eficiente. Não deu.
Enquanto escrevia esse texto comprei o que talvez tenha sido as últimas peças para subir o motor de volta ao cofre do carro. O dinheiro falou mais alto. Não consegui fazer tudo o que gostaria, vai ficar pra depois. Do outro lado temos a necessidade de liberar espaço em casa, que não é uma oficina, e fazer outras coisas, por esses motivos vamos enfrentar essas guerras novamente em outros momentos.
Quando terminar de pagar essa reforma, começo outra. Foto abaixo a polia do virabrequim nova, foi uma peça que decidi não reformar, não valia o tempo.

