(olhando as velhas fotos que eu bati)
Se o motor do Renato é só montar e colocar no lugar, aqui a missão é mais complicada e envolve mais processos grandes. E desdobramentos complexos.
Pintura da Brigitte e troca da caixa de marchas
Para começar em 2025 seguir pelos próximos anos. Talvez seja o pior de todos. Trabalhar com Kombi é complicado, elas são grandes. Pelo menos para os padrões Aircooled de Fusca/Brasília. Gol nem se falar é menor ainda. Mais espaço, mais material, mais trabalho. Além de pintar de um azul mais escuro e melhorar o aspecto geral da lataria dela usando muita massa, eu tinha a intenção de trocar a caixa de marchas. Colocar uma que fosse menos curta.

A cor é uma busca por maior sobriedade. Na foto acima a parte da frente no azul mais escuro e a traseira no tom que está hoje. O azul dela é muito claro e não é o original. Não ser a cor que saiu de fabrica não é demérito. Mas vejam como o contraste da roda prateada e calotas cromadas é maior com um azul mais escuro. Me parece mais bonito, classudo, do que o azul “calcinha”. Nada contra quem tem carro dessa tonalidade ou gosta.
Tenho outras vontades estéticas como as janelas safari na frente e frisos cromados largos. São acessórios bem caros, mas que dão um outro visual pro projeto. Um dia quem sabe. Abaixo uma imagem para exemplificar.

Segundo ponto, caixa de marchas. Andar com ela na estrada não é uma experiência boa, o giro fica muito alto e o barulho torna algo que deveria ser prazeroso em uma seção de tortura. Justifica-se isso com uma rápida explicação. A Kombi é um carro feito para carregar carga na cidade, lançada numa época em as velocidades máximas eram 80km/h em estradas. Ela cabia bem. Aí vem um indigitado feito eu e quer andar na estrada a 100 por hora, embora possível essa era a velocidade máxima do carro quando foi lançado.
Com as modernidades evolutivas vans que fazem a mesma coisa que a Kombi fazia na década de 60 e 70, nos dias atuais, chegam aos seus 150km/h sem grandes esforços. Qualquer caminhão hoje em dia, carregado anda a 90. Não me canso de lembrar que ela é um projeto da década de 50. Seguir como era antigamente pode ser até perigoso.

A troca da caixa depende de outros fatores, como alguma quantia de dinheiro, carro parado por um mês pelo menos para as adaptações, achar uma caixa de Brasília e comprar um facão com drop para casar uma coisa com a outra. Não é algo plug and play.
A pintura, por outro lado, posso ir fazendo, bem como tirar um pouco das cicatrizes da lataria. Quando ela chegou a pintura da parte superior era relativamente nova. Mas o problema é que esses carros antigos pintados não são para ficar no tempo pegando sol, chuva, calor e frio. A estética não aguenta. Sinaleiras desbotam, riscos aparecem, novas rachaduras na massa e velhas abrindo mais. É triste, única solução pra isso é uma garagem hermeticamente fechada e poucas lavagens.
