Dissolução 2 Uber

(i’m a natural disaster/Gravataí tempestades e 20 graus)

A notícia mais interessante dos últimos tempos na área do marketing e propaganda, pra mim, foi a Uber comprar os naming rights do time de Futebol da cidade de Uberlândia. A piada se tornando realidade. Foi notícia no Brasil todo. O time que se chamava Uberlândia, agora se chama Uberlândia. Exemplo de naming rights na F1: a Ferrari se chama oficialmente Scuderia Ferrari HP. Estádio do Palmeiras era Allianz Parque, agora é Nubank Parque. Horrível, por sinal.

Findado este incrível prólogo, digo que o serviço prestado pelos motoristas e pela Uber é cada vez pior, na média. Porque são altos e baixos incríveis. Eu peço sempre o Confort, que é um nível intermediário entre o UberX e o Black. O X vai ser normalmente mais barato e mais demorado. Vale ficar 20 minutos esperando por 2 reais menos?

Pedindo o Confort semana passada: num dia Corolla Hibrid, no outro um Voyage sem vidro elétrico na traseira. Um dia vem um BYD Dolphin e no outro um Polo Track batido. Citei dois exemplo e sem juízo de valor. Carro é carro, tirando o BYD que parece mais um eletroméstico.

Antigamente andar de Uber era balinha, água, carro cheiroso, lavadinho. Hoje não tem mais nada disso e se você conseguir pegar um carro que esteja limpo e que o motorista queira ligar o ar condicionado já é uma grande coisa. Tinha um conhecido, ex amigo, que era motorista de Uber. Ele parava no meio do dia para aspirar o carro, pra ter uma ideia do nível de limpeza. O que foi criado como alternativa ao convencional Taxi, seguindo esse declínio, logo mais tornará o Taxi uma ótima alternativa. E talvez seja isso algo natural, com o tempo os negócios dissolvem e tudo bem.

As derradeiras viagens da semana ocorreram sábado. Precisávamos deixar uma encomenda, revistas que meu pai vendeu e depois ir para o Aeroporto, era pro lado contrário ao que deveríamos ir. Coloquei lá uma parada e depois o destino final Aeroporto de Guarulhos. Foi a corrida mais cara que já fiz. Total 180 reais. É uma paulada. Veio um Fiat Fastback, cinza. Ok, um carro legal, bom, novo, limpo sem balinhas ou água. Lado bom do Uber: andar em carros que eu nunca andei e talvez nunca andasse. Fastback nunca tinha andado. Também nunca havia andando no Dolphin Mini, só no normal. Nessa semaninha andei.

Aterrissamos no Salgado Filho, último deslocamento da semana graças aos deuses dos aplicativos, um Virtus prata, que vem a ser um Polo com bunda, relativamente novo 2018 talvez, eu teria, é Volks. Chegou e o para choque traseiro estava todo quebrado, levou uma encostada. Vou andar do lado de dentro, pra mim não tem problema, embora algumas pessoas, inclusive a Uber veja isso como empecilho. Entramos, um calor de 30 graus fora de época no veranico de julho, o carro com o ar desligado. Além da direção esportiva do motora não agradar, pensei que teríamos que brigar para que ligasse o ar, graças a pouca receptividade dele.

Chegamos sem problemas. E agora vai um tempo sem precisar de Uber, espero eu.