(um peão no tabuleiro, um cavalo em disparada/Gravataí 26 graus e chuva)
Eu devo ter foto de todos os meus carros na estrada. Não tenho certeza, muito da minha vida está guardado em antigos Cd’s e DVD’s graváveis aos quais hoje meu computador não me dá acesso. Preciso resolver isso pra viver mais no passado do que já vivo. Depois da foto tem mais texto.

Interior de Candelária – RS, estrada de chão, a Toyota Corolla Cross. Quando os japoneses começaram a adentrar no mercado Americano, final da década de 50, dizem as más línguas que eles (os norte americanos) apagavam o OTA, deixando apenas o TOY nas pick ups. Como se elas fossem apenas brinquedos perto das Ford, Chevrolet e Dodge.
Mas o mundo dá voltas, muitas, e hoje os Japoneses gozam de prestígio internacional por produzirem veículos extremamente confiáveis. E os que antes precisavam de pick ups pra dirigirem mais altos no trânsito hoje usam os gigantescos SUV. Traduzindo a sigla, ela siginifica Veículo Esportivo Utilitário.
O caso do Corolla Cross é no mínimo estranho, uma deformidade mercadológica. Ele não é um Corolla, tão pouco faz jus ao sobre nome que recebe “Cross”. E também não é esportivo, nem utilitário. Não é SUV por definição, apenas por comodidade. O carro tem meros 16 cm de altura em relação ao solo. A nível de comparação, a Parati 1983 tem originalmente 15 cm de altura. As rodas de 18 polegadas com pneus de perfil baixo não performam bem em estradas de chão. Alias, se o asfalto não foi liso eu já fico com medo.
Odeio esse termo performar e suas conjugações. Nem é porque ela não existe na nossa língua, a forma como amplamente ela é usada para praticamente tudo, quando vemos estamos conjugando um verbo que sequer temos noção da existência. A cozinheira não performou tão bem hoje, queimou o arroz. Ela esqueceu, se distraiu, não sabe cozinhar. Tanto para não criticar quanto para não elogiar, performar.
Finalizando: dizem que quem dirige Corolla não gosta de carro.

