(olhando as velhas fotos que eu bati/ Gravataí 24 graus)
Toda a tecnologia tem um período de quatro ciclos: 1. Alguns Tem | 2. Todos Tem | 3. Poucos Querem | 4. Alguns Ainda Usam. A máquina fotográfica digital passou por esse ciclo, encontrando-se agora na quarta. Entre cada uma destas fases temos semi fases, ou micro fases. Antes do alguns tem existe um ponto em que ninguém tem, e entre todos tem e o poucos querem há o surgimento da nova tecnologia e no pós quatro, em alguns casos temos os saudosistas e ou aquelas que tem fetiche.

Resolvi pegar uma das tantas máquinas digitais pequenas que tenho para tirar umas fotos. O resultado não sei, tirei as fotos e não fiquei olhando elas. Fomos até Santana do Livramento, fronteira com a cidade de Riveira no Uruguai. Foto acima, entre Rosário do Sul e Livramento by Sony.
Uns tempos atrás, o Giorge, um amigo que conheci através das Kombis e que podemos dizer é um profissional das fotos e vídeos, começou a tirar umas fotos com uma máquina municiada de um filme. Temos lapsos de tempo entre nossas conversas presenciais, entre essa primeira em que ele começava a tirar fotos com filme a a segunda foram alguns meses e ele não tinha acabado com as “poses” do mesmo.
Sim, antigamente você comprava um rolo de filme que tinha 12, 24 e 36 poses. Se queria revelar rápido e gastar menos eram 12, se eram muitas poses seriam 36. E a gente não tirava foto de tudo, era só do indispensável. Do parabéns, você acendia a vela tirava a foto mandando as crianças ficar paradas. Ficavam todos com as mãos na posição de bater palmas. Abaixo uma imagem da internet pra ilustrar.

Hoje em dia tudo é celular, uma máquina em cada bolso, muito mais do que era antigamente, geramos em um ano hoje, mais fotos do que foi geramos no século passado, entre 1900 e 2000. Estima-se que a cada 2 minutos atualmente são mais fotos do que tudo gerado no século XIX (19) quando as máquinas de retrato ainda engatinhavam. Primeira foto é datada de 1826 e a primeira câmera comercializada 1839.
Então resolvi pegar uma Sony que comprei por 99 reais (PROMOÇÃO!!!) em uma loja de um cliente em Sinimbu, interior do RS, uma Sony W620, que vinha com um cartão de 4Gb. Antigamente as câmeras vinham sem e você comprava separado, logo era um “plus a mais” vender junto o cartão. Resolução das fotos é boa 14 mega pixels, 720p para vídeos, ainda que a lente deixe um pouco a desejar o zoom óptico é de 5 vezes. Minha ideia era deixar sempre dentro do carro e ir batendo as fotos e um belo dia olhar o que tinha lá. No início até usei, depois esqueci por conta da falta de praticidade.
Abaixo a Sonizinha W620. Feita no Brasil!

Comparando o meu celular hoje tem capacidade de armazenamento de 256Gb (64 vezes maior), vídeo em 8k (10 vezes mais), o zoom óptico, que é aquele feito apenas pela lente, é de 3 vezes (70% menor), mas com zoom digital, que é aquele que multiplica o zoom feito pela lente por aquele que o software consegue fazer, chegando a 30 vezes (10 vezes mais). A comparação que vou mostrar abaixo o celular é melhor. Sony primeiro, Samsung depois. Estação de trem de Santana do Livramento – RS.

A foto da máquina é tão boa quanto a do celular, no entanto a diferença de cores, entre o branco amarelado, com o amarelo claro, azul bem escuro com azul menos escuro é menor. As nuances e detalhes são bem menores. O celular e sua capacidade hoje de processar é imbatível, afinal é um computador que temos nas mãos. Vendem como telefone esperto, disfarce.
Os paralelepípedos do chão, a copa da árvore, os detalhes dos carros, as janelas, as telhas, a diferença entre o claro e escuro tudo é melhor no celular. Mas existem celulares e celulares. Quando eu comprei esse escolhi para não precisar de uma máquina de ótima qualidade. Porque gosto de tirar fotos de tudo. Assim é possível que essa câmera tenha qualidade igual a de um celular com capacidade de captura menor.

Acima, frente do Hotel que ficamos, difícil enquadrar tudo no pequeno visor de 2 polegadas sem wide screen. Hoje treinados para sacar o celular e bater o retrato, é imbatível. Nessa viagem eu até saí com a máquina da Sony para caminhar no bolso. Se lembrei duas vezes dela foi muito. Celular está quase que 100% do tempo em nossas memórias. As vidas passam ali. No fim foram 45 arquivos no celular, entre fotos e vídeos, e 17 fotos na Sonyzinha.
