(Don´t worry about the thing, cause every little thing, gonna be alright)
Estava em uma das mil feiras que ocorreram em São Paulo esse ano quando recebo uma mensagem do cara que cuidava do estacionamento onde dois das minhas velharias sempre ficavam estacionadas. Eu fazia um rodizio entre os carros para sempre ter algum rodando. Só o Fusca (Senhor79) ficava lá.
“Temos até o dia 20 pra liberar as vagas, o dono do terreno vendeu pra loja de material de construção do lado” dizia a mensagem de voz. Final de junho. Fiquei em choque em um primeiro momento e em seguida pensei “E o Bob?” cachorro que fica lá e havia sido resgatado da rua.

Mas afinal, quem é o Bob?
Rapidão com contexto: dia 20 de dezembro de 2024 perdemos o Bola, ele vinha de um ano muito sofrido e teve seu descanso finalmente. Fomos passar o final de ano em São Paulo e quando voltamos, lá no estacionamento tinha um cachorro na corrente. Encontrei com o Rodrigo, que cuidava do estacionamento, e ele disse que foi resgatado, e que o nome era Bob.
Toda vez que ia lá, e foram muitas de janeiro até julho, eu sempre parava fazia carinho no Bob, jogava bolinha, desenvolvemos uma amizade. Tenho vários registros nos meus vídeo, porque gravava quase tudo referente aos carros pra postar no Youtube. E ele aparece pela primeira vez dia 22 de janeiro de 2025. E a a última lá no estacionamento em 13 de junho. Nesse dia ele tentou entrar dentro da Brasília (frame do vídeo abaixo), ele ficou me rondando, pedindo carinho e eu fiquei mal por ter deixado ele lá.

Quando veio a notícia do estacionamento eu disse que poderia ficar com ele.
Como Bob havia sido resgatado da rua, depois de ser abandonado, e estava sob os cuidados de uma tutora, nós tivemos que fazer um pequeno processo de adaptação. Foi um nada, eu conhecia o Bob, era bem tranquilo, se fosse brabo já deveria ter me mordido. Eu tirava a bolinha de dentro da boca dele. E do outro lado conheço também os meus cachorros. Logo, essa passagem foi bem de boas.
Abaixo um vídeo de janeiro, logo quando ele chegou e ainda ficava na corrente pra não fugir e depois dias antes de vir pra casa. Parece que ele sabia.
Cheguei dia 5 de julho de São Paulo, dia 6 ele estava aqui, dormiu no pátio de casa, dentro de uma caixa e no dia seguinte colocamos ele pra dentro e depois disso ele nunca mais dormiu fora. Não tenho como dizer o quão me faz bem saber que ele está aqui com a gente. Saber que agora ele tem uma família.

